Carro colorido desvaloriza mais do que branco, prata ou preto?

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Ao escolher um carro, muitas pessoas consideram não apenas o modelo e as especificações técnicas, mas também a cor. Além da questão estética, a tonalidade do veículo pode influenciar diretamente em sua desvalorização ao longo do tempo. Mas será que carros coloridos realmente perdem mais valor do que os brancos, pratas e pretos?

A preferência do mercado

De acordo com dados recentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 43,6% dos automóveis vendidos no país são brancos, 18,4% prata, 16,5% cinza e 11,1% pretos. Apenas 5% dos carros são azuis, 3,8% são vermelhos e 1,6% representa outras cores.

Essa preferência acontece por diversos motivos: elas são mais fáceis de combinar, transmitem uma sensação de sofisticação e discrição e são mais valorizadas no mercado de revenda. Como consequência, há uma maior demanda por veículos nessas cores, tornando-os mais fáceis de vender e com menor perda de valor.

Por outro lado, carros com cores mais vibrantes, como vermelho, azul ou amarelo, tendem a ter um público mais específico. Como a demanda é menor, esses veículos podem levar mais tempo para serem vendidos e, em muitos casos, precisam ter um preço mais competitivo para atrair compradores. Isso leva à percepção de que carros coloridos desvalorizam mais.

A influência da cor na revenda

No Brasil, o branco é a cor mais vendida, seguido pelo prata e pelo preto. Além da estética, fatores práticos também influenciam essa escolha. Carros brancos, por exemplo, refletem mais calor, sendo uma opção interessante para países tropicais. Além disso, são frequentemente usados por frotas e locadoras, o que mantém sua procura alta.

Enquanto isso, cores chamativas podem restringir o público interessado na revenda. Um carro roxo ou verde-limão, por exemplo, pode ser mais difícil de negociar do que um branco ou prata. Esse menor apelo comercial acaba impactando o valor de revenda, fazendo com que concessionárias e lojistas ofereçam preços mais baixos para esses veículos.

Exceções à regra

Apesar da tendência geral, existem exceções. Alguns modelos e marcas possuem cores icônicas que acabam se tornando valorizadas. Um exemplo são carros esportivos, como Ferrari e Lamborghini, que tradicionalmente são vendidos em tons vibrantes, como vermelho e amarelo, sem que isso impacte negativamente seu valor. O mesmo acontece com edições limitadas de determinados veículos, onde uma cor diferenciada pode até aumentar sua atratividade entre colecionadores.

Outro ponto a considerar é que, em determinados segmentos, cores diferentes podem ser um diferencial. SUVs, por exemplo, têm ganhado popularidade em tons de azul, verde e marrom, o que pode minimizar a desvalorização.

No geral, a cor do carro influencia sim na desvalorização, principalmente porque as cores neutras são mais aceitas pelo mercado e têm maior liquidez na revenda. No entanto, isso não significa que optar por um carro colorido seja um erro. Quem deseja um veículo diferenciado e está disposto a esperar um pouco mais para revendê-lo pode não sentir tanto impacto. No fim das contas, a escolha deve levar em conta tanto o gosto pessoal quanto a perspectiva de revenda e valorização futura.
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